As companhias aéreas recusaram contratá-la para a função de piloto

Pode se dizer que a profissão de comissário de bordo existe por conta da da insistência de Ellen Church. Em 1930, a jovem enfermeira obteve a licença para pilotar aviões e sonhava em ser piloto, porém, nenhuma cia aérea aceitava mulheres pilotando suas aeronaves. Apenas homens pilotavam. Foi isso que ela escutou ao tentar emprego.

Ellen obteve a licença de piloto de avião enquanto cursava a faculdade de enfermagem. A aviação era sua paixão, e a enfermagem foi uma forma de agradar ao pai. Bom, mas depois de descobrir que não poderia trabalhar como piloto, ela fez  uma reunião com Steve Simpson, executivo da Boeing Air Transport (que se tornaria a United Airlines) e sugeriu que a empresa contratasse enfermeiras como comissárias de bordo para cuidar e acalmar os passageiros com medo de voar. 

Naquela época, os aviões não eram pressurizados e voavam a altitudes bem mais baixas. Enquanto os aviões de hoje voam a 12 mil metros de altitude, naquela época eles não chegavam nem a 2.000 metros. Isso significa que os aviões voavam em condições de tempo bem piores, com muita turbulência. 

Por isso, ter uma enfermeira a bordo fazia todo sentido, e Ellen também apelou para o machismo da época para convencer o executivo da Boeing Air Transport a contratar enfermeiras. “Você não acha que seria bom psicologicamente ter mulheres lá no alto? Como um homem vai dizer que ele tem medo de voar quando uma mulher está trabalhando no avião?”, teria dito a ele.

Detalhe nos requisitos da vaga: ser formada em enfermagem, solteira, ter menos de 25 anos, pesar menos de 52 kg, ter menos de 1,6 3 de altura, e ainda ser capaz de cuidar do carregamento de bagagens e abastecimento da aeronave – além, é claro, de servir os passageiros.

Fonte: Redação Uol