A ETF pede apoio financeiro imediato para os trabalhadores em terra

Com estimativas apontando que 58,5% dos trabalhadores das ESATAs – empresas de serviços auxiliares – estão atualmente desempregados como resultado da pandemia Covid-19, a ETF pediu um melhor apoio financeiro para o setor e sua força de trabalho.

Um ano depois que o Covid-19 foi detectado na Europa pela primeira vez, acredita-se que apenas 40% dos colaboradores de solo baseado na Europa estejam trabalhando. Como resultado, a Federação Europeia dos Trabalhadores dos Transportes (ETF) apelou ao apoio financeiro imediato aos aeroportos e prestadores de serviços auxiliares de transporte aéreo na Europa para proteger a segurança aérea bem como a saúde e bem-estar dos trabalhadores, juntamente com a necessária manutenção dos seus empregos e salários.

Com base em uma pesquisa entre os membros, a ETF estima que 58,5% dos trabalhadores do ground handling estão desempregados. Aproximadamente 23% da força de trabalho baseada em aeroportos europeus foi demitida, enquanto 35,5% da força de trabalho baseada em aeroportos europeus está atualmente em licença e outros esquemas de trabalho de curta duração.

A aviação europeia precisa de um plano extenso para proteger o sistema do transporte aéreo, incluindo os trabalhadores do ground handling e as infraestruturas aeroportuárias. Apesar dos apelos de todas as partes, os prestadores de serviços de assistência em solo e sua força de trabalho ficaram órfãos e foram excluídos dos pacotes de auxílio estatal e tentam lutar pela sobrevivência. Os resultados desta abordagem aplicada em toda a União Europeia (UE) são alarmantes.

“A perda de empregos das ESATAs de hoje se transformará em uma indústria sofrida amanhã. A demanda por viagens provavelmente retornará rapidamente, e o ground handling pode não ser capaz de lidar com a falta de pessoal qualificado e treinado, que é uma parte essencial da infraestrutura aeronáutica”, disse Eoin Coates, Chefe de Aviação da ETF.

A ETF apela aos governos nacionais e às instituições europeias para que prestem ajuda financeira, condicionada à proteção de empregos nos aeroportos e prestadores de serviços de assistência em solo. Deixar o setor para lutar esta batalha sozinho, sem quaisquer recursos, será prejudicial para a retomada da indústria da aviação civil, como também interferirá na segurança aérea e sanitária, assim como na saúde e bem-estar dos colaboradores. Os Estados-Membros devem elaborar imediatamente planos para a recuperação e resiliência do segmento de Ground Handling na UE.

Por Ricardo Aparecido Miguel Diretor Presidente da ABESATA.

Texto original: International Airport Review

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