A indiana Neerja Bhanot ajudou a salvar centenas de vidas

Em uma sexta-feira, dia 5 de setembro de 1986, apenas um ano depois de assumir o trabalho de comissária de bordo, Neerja Bhanot estava dentro de um avião, no Aeroporto Internacional de Karachi, ainda em solo indiano, que fora sequestrado por terroristas radicais da Palestina. 

O avião deveria levantar voo para Frankfurt, na Alemanha. A intenção dos sequestradores era matar todos os passageiros norte-americano – 43 no total – até que o pedido para enviar o avião ao Chipre e libertar prisioneiros terroristas fossem atendidos. Porém, Neerja conseguiu notar a movimentação estranha e enviou um recado à equipe da cabine de comando da aeronave, que conseguiu escapar através de uma escotilha e impedir que o avião tivesse condições de ser pilotado.

Os sequestradores ordenaram às comissárias que lhes dessem os passaportes dos passageiros, a fim de identificar os americanos a bordo. Neerja escondeu os passaportes dos passageiros, evitando essa identificação. 

Seguiu-se, então, um sequestro que durou quase 17 horas. Logo no começo, os terroristas identificaram um passageiro indiano recém-naturalizado americano, levaram-no até a porta do avião e lá o acertaram com um tiro na frente de todo mundo – tanto pessoas dentro quanto fora da aeronave. Na sequência, jogaram o homem ainda vivo na pista de decolagem. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho dos hospital.

O sequestro durou 17 horas e os criminosos viram que não estava indo como o planejado. Decidiram começar a atirar contra os passageiros e disparar explosivos.

No momento de evacuação da aeronave, Neerja poderia ter sido a primeira a saltar. No entanto, escolheu ficar e assistir os passageiros na fuga. Morreu ao proteger três crianças que seriam executadas, dando a própria vida ao proteger-lhes como escudo humano. 

O voo da Pan Am 73 tinha o total de 360 passageiros. Os dados com os números de mortos e feridos são divergentes nos diferentes sites pesquisados.

O governo da Índia e também o dos Estados Unidos deu à Neerja várias condecorações póstumas.

Fontes: Mega Curioso, Fatos Desconhecidos, Mistérios do Mundo.

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