Retomada de operações internacionais poderá exigir comprovante de vacinação contra a covid

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já tem conversado com autoridades aeronáuticas de outros países sobre o eventual uso de um “passaporte sanitário” para restabelecer progressivamente a normalidade dos voos internacionais. Essa é uma possibilidade para levantar restrições à entrada de passageiros já vacinados contra covid ou relaxar exigências como quarentena de até 14 dias na chegada a outros países, segundo o presidente da Anac, Juliano Alcântara Noman. “A gente tem buscado, conversado com países nesse sentido, temos avançado. O que todos dizem é que ainda existe um dever de casa interno, consolidar as bases da vacinação, colocar tudo digital, definir regras internas. Mas é, de fato, uma possibilidade”, afirmou Noman, em entrevista ao Valor. Hoje o Brasil está com menos de 5% da malha internacional existente antes da pandemia. O pior, na avaliação do presidente da agência, é que são operações sem regularidade. A maioria dos voos ocorre de modo esporádico.

Nos Estados Unidos, a entrada de pessoas que estiveram no Brasil nos últimos 14 dias em geral não é permitida, com exceções para cidadãos americanos e residentes permanentes no país. No Reino Unido, brasileiros são obrigados a fazer quarentena de dez dias, monitorada pelo governo. “Na prática, isso inviabiliza o transporte. Ou você precisa muito ir, por alguma razão, ou inviabiliza a viagem”, diz Noman, que recebeu o mandato de diretor-presidente até março de 2025. Ainda incipiente, a ideia é que quem estiver comprovadamente imunizado possa viajar sem essas restrições. Pouco mais de 29 milhões de pessoas já tomaram pelo menos a primeira dose no Brasil. Países como Estados Unidos e Reino Unido já estão muito perto de atingir metade da população. Além de autoridades americanas e europeias, a Anac também tem conversado sobre o assunto com representantes da Argentina e do Chile. Juntos, são os principais destinos de voos para o exterior partindo do Brasil. “Eu gostaria de ver já alguma retomada no segundo semestre”, afirma Noman. Ele pondera, contudo, que a hipótese de criação de um passaporte sanitário não é decisão imediata. “Ainda está cedo. A vacinação precisa avançar mais.” Para o diretor-presidente, há que se “desmistificar” a ideia do passaporte. Ele lembra que muitos países exigem carteira de vacinação internacional, com comprovante de imunidade contra doenças como a febre amarela, para a entrada de passageiros. “Não é algo totalmente novo. A diferença, agora, é a escala disso.”

Fonte: Valor Econômico. Clique aqui e leia o texto na íntegra.

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